TIM DS Brain
Transformei o conhecimento operacional de dois Design Systems em infraestrutura — uma memória persistente que máquinas conseguem operar, não apenas humanos ler.
Meu papel: arquitetura, modelagem de informação e governança.
O problema nunca foi falta de documentação.
A TIM opera dois Design Systems paralelos — um para produtos app-based, outro para web-based. Cada um com sua biblioteca, sua base de código e seu ritmo. Três fontes de verdade escorregando para fora de sincronia a cada evolução de componente: manter paridade contínua e auditável entre elas era um grande desafio de governança.
Mas o gargalo real era mais sutil. O contexto do DS existia — em conversas, threads e handoffs. Era legível por humanos, em momentos específicos, e invisível para qualquer automação. Toda vez que um desenvolvedor, uma automação ou eu mesmo precisávamos do histórico de um componente, o ponto de partida era o zero. Cada ciclo reconstruía o mesmo conhecimento, sem acúmulo.
Tratar o conhecimento do DS como infraestrutura, não como subproduto.
E se cada evolução de componente — sua intenção de design, suas mudanças, seu histórico — fosse registrada numa memória persistente, estruturada de forma que uma máquina entenda, e servida por protocolo aberto para qualquer agente que precise operar sobre o Design System?
Esse é o salto que define o Brain: de documentação para humanos lerem para harness para agentes operarem. Deixa de ser repositório passivo e passa a ser a camada de contexto de qualquer automação que toque o DS.
Um harness vale o que valem suas decisões de modelagem.
Cinco escolhas sustentam o sistema. Nenhuma delas era óbvia no momento em que foi feita, e cada uma tinha uma alternativa mais fácil que teria custado caro depois.
O handoff deixou de ser trabalho artesanal.
O Brain começou como memória, mas seu destino é ser harness: a camada de contexto que qualquer automação de Design System consome — no design ou no código. Com o conhecimento finalmente estruturado e servível por máquina, cada novo agente que opera sobre o sistema parte de um contexto acumulado.
É a diferença entre um Design System que é documentado e um Design System que se lembra de si mesmo.